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'Não seremos pressionados', diz premiê da Groenlândia após ameaças de Trump

De Wikinotícias

19 de janeiro de 2026

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Nessa segunda (19), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou nas redes sociais que a nação não será forçada a firmar nenhum acordo com os Estados Unidos sobre a soberania da ilha. O político respondeu às recentes ações dos Estados Unidos e expressou gratidão pelo apoio de outras nações.

Em uma postagem no Facebook, o primeiro-ministro ressaltou as manifestações que ocorreram tanto no país quanto na Dinamarca, sendo que o país é uma região autônoma dinamarquesa desde 1979, e que "contamos com o suporte de outros países e líderes de Estado. Isso tem um significado. Não como uma intervenção, mas como um reconhecimento evidente de que a Groenlândia é uma sociedade democrática com o direito de fazer suas próprias escolhas".

Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, afirmou que a segurança do Ártico deve ser garantida com a Groenlândia "e com respeito ao nosso papel e ao nosso país". As justificativas mais recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizem respeito a possíveis ameaças da Rússia e da China à ilha, considerada estratégica por conta de seus minerais raros e por ser uma rota significativa no Ártico.

Nielsen declarou que Vivian Motzfeldt, ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, terá um encontro hoje em Bruxelas com o ministro da Defesa da Dinamarca e com o líder da Otan, Mark Rutte.

De acordo com ele, a localização geográfica da maior ilha do mundo permitiria a detecção precoce e a possível interceptação de mísseis antes de chegarem aos Estados Unidos.

Em uma rápida entrevista telefônica com a NBC News na segunda-feira, Trump foi indagado se usaria a força para adquirir a Groenlândia. Sua resposta foi "Sem comentários". Ele também afirmou que, caso não houvesse um acordo sobre a Groenlândia, "com certeza" seguiria com seus planos de impor tarifas aos países europeus.

Trump aumentou sua pressão para adquirir a soberania da Groenlândia, que atualmente está sob jurisdição da Dinamarca, membro da OTAN, o que levou a União Europeia a pensar em retaliar com suas próprias ações.

A disputa pode desestabilizar a aliança da OTAN, que tem sido um pilar da segurança ocidental por décadas e que já enfrentava tensões devido ao conflito na Ucrânia e à recusa de Trump em garantir a proteção de aliados que não investem adequadamente em defesa.

A indústria europeia foi abalada pela ameaça de Trump, e os mercados financeiros sentiram os efeitos, em meio ao receio de um retorno à instabilidade da guerra comercial de 2025. Essa preocupação só diminuiu quando as partes envolvidas chegaram a acordos sobre tarifas no meio do ano.