"Não" tem vantagem apertada no referendo sobre comércio de armas no Brasil segundo Ibope

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Urna que será usada no referendo sobre o comércio de armas. Foto: Gervásio Baptista/ABr.

18 de outubro de 2005

Brasil


A apenas seis dias da data decisiva, a população brasileira encontra-se indecisa se quer proibir o comércio de armas e munição no país, segundo o Ibope.

A última pesquisa, realizada pelo Ibope, revelou que os eleitores que disseram que irão votar "não" (que rejeitam a proibição do comércio de armas e munições) somam 49% das intenções de voto, enquanto que os eleitores que disseram a favor do "sim" correspondem a 45%. Como a margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos, pode-se dizer que as duas preferências estão tecnicamente empatadas.

A pergunta "você é a favor da proibição do comércio de armas e munição no Brasil?" deverá ser respondida pelos eleitores brasileiros no próximo dia 23 de outubro. Ela corresponde ao referendo do dispositivo do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) que proíbe o porte de armas por civis.

A Justiça Eleitoral estabelece que no prazo que começa nesta terça-feira (18) e até 48 horas depois da votação, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, a não ser nos casos de flagrante delito ou no cumprimento de uma sentença criminal condenatória por crime inafiançável. A garantia está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral, que disciplina os pleitos eleitorais.

As propagandas oficiais das duas frentes parlamentares - "Por um Brasil Sem Armas" (a favor da proibição) e "Pelo Direito a Legítima Defesa" (contra a proibição) - no rádio e na televisão terminam na quinta-feira.

O número de registro da pesquisa Ibope no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é 1688.


Fontes