Polícia liberta 113 poloneses que trabalhavam em regime de escravidão no sul da Itália

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23 de julho de 2006

No dias 18 e 19, uma operação conjunta entre as polícias italianas e polonesas libertou 113 trabalhadores poloneses que viviam em regime de trabalhos forçados numa fazenda de tomates ao sul da Itália. Pelo menos vinte pessoas foram detidas sob a acusação de tráfico humano, e a polícia está à procura de mais sete.

A polícia disse que as vítimas libertadas trabalhavam "como escravas". Além disso, elas estavam sujeitas a torturas e estupro. Cães de guarda e vigias armados ucranianos, italianos e poloneses tomavam conta delas, disse o chefe de polícia poloneses, Marek Bienkowski, durante uma coletiva para a imprensa em Varsóvia.

As mortes de quatro vítimas que são atribuídas a suicídios estão a ser investigadas. A polícia não excluiu a possibilidade que tenha havido mais mortes.

As vítimas eram obrigadas a trabalhar cerca de 15 horas por dia e eram alimentadas com um pouco mais do que pão e água, segundo a polícia italiana. "Chamar a situação revelada pela investigação dos carabinieri simplesmente de desumana não faz de modo algum justiça" disse o chefe da polícia contra a máfia da Itália, Piero Grasso, para repórteres da cidade de Bari.

300 pessoas que conseguiram fugir dos campos de trabalhos forçados estão sendo entrevistadas. Acredita-se que até mil pessoas tenham sido vítimas deste crime, segundo a agência de notícias PAPA. Segundo foi informado pelas agências de notícias, os trabalhadores eram recrutados através de anúncios em jornais que prometiam trabalho agrícola na Itália.

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