Ministra da Cultura quer expor parte da Europalia 2011 no Brasil

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Tiradentes Esquartejado, 1893, de Pedro Américo

Agência Brasil

27 de novembro de 2011

Bruxelas — A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o governo fará esforços para levar para o Brasil parte das exposições apresentadas na Europalia 2011, bienal realizada na Europa, que a cada ano homenageia um país. Esse ano o país reverenciado é o Brasil.

"O mais difícil são as exposições, porque há obras que estão em museus de várias partes do mundo e muitas que são de colecionadores. Existem obras também que já serão emprestadas para outras exposições. Mas se a gente conseguiu reunir isso aqui [na Bélgica], a gente agora precisa fazer um esforço para poder mostrar no Brasil, ao menos algumas partes dessas várias exposições que estão espalhadas por Bruxelas e outras cidades da Bélgica. Queremos mostrar pelo menos as partes mais expressivas para o Brasil", disse a ministra em entrevista à Agência Brasil.

São 2.650 peças em exposição na Europalia, de 700 artistas. Dessas obras, 850 são tombadas pelo Patrimônio Histórico Brasileiro. De acordo com a ministra, ainda não há recursos previstos para levar obras raras para o Brasil. Lembrou, no entanto, que em outubro passado a própria presidenta Dilma Rousseff, ao participar, em Bruxelas, da cerimônia de abertura do festival, falou do desejo de ter as obras em exposição no Brasil.

"Quando estávamos visitando a exposição, nós chegamos a comentar que sentíamos uma certa frustração por não ter um acervo tão rico quanto o que foi reunido aqui para ser visitado pelos brasileiros", disse a ministra.

Cena do carregamento da cruz, de Aleijadinho.

O festival é grandioso e custou ao Brasil cerca de R$ 30 milhões. São cerca de 600 eventos em programações que incluem artes plásticas (24 exposições), música (171 shows e concertos), dança (67 espetáculos), teatro (40), literatura (29 eventos) e cinema (77 filmes). "O que trouxemos para a Bélgica é um Brasil que existe, mas é um Brasil que não se conhece. Aqui na Bélgica nunca chegou coisa parecida", destacou a ministra.

Uma das maiores exposições em Bruxelas é a Terra Brasilis, em cartaz no espaço cultural ING, na capital belga. A mostra, que reúne mais de 400 peças entre pinturas, gravuras, livros, objetos de decoração e animais empalhados, além dos projetos naturais com amostras de botânica.

Impressiona também a exposição Brasil, Brazil, em cartaz no Bozar, centro cultural dos mais importantes de Bruxelas. A mostra faz um passeio pela arte brasileira desde o século XVIII até a modernidade. Nesse percurso, obras de Aleijadinho, valiosas telas do período romântico como a primeira missa no Brasil, de Victor Meirelles, e Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo. Já na fase moderna, vários exemplares de Tarsila do Amaral incluindo o Antropofagia, símbolo máximo do modernismo brasileiro.

Além disso, obras-primas de Anita Malfati, Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Lazar Segall, Alfredo Volpi, Maria Martins e Arthur Bispo do Rosário tornam incalculável o valor da exposição.

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