Microsoft proíbe as palavras "democracia" e "liberdade" para agradar o governo chinês

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16 de junho de 2005

Atualizado em 14 de janeiro de 2007 por Slade. Intewiki acrescentado. Para maiores informações veja o histórico.
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Os bloggers que utilizam os serviços de MSN, da Microsoft, são objeto do escrutínio e vigilância das autoridades chinesas, que proibiram o uso de palavras como "democracia", "liberdade", "direitos humanos", "Dalai Lama" e "independência de Taiwán", entre outras. Esta ação complementa outra medida do governo chinês, que obriga a todos os usuários de internet nesse país a registrar seus blogs, mediante o sistema Night Crawler, segundo a organização Repórteres sem fronteiras. O portal chinês do MSN é administrado conjuntamente pela empresa de Bill Gates e pela Shanghai Alliance Investment Ltd (SAIL), entidade protegida pelo governo chinês.

Se algum usuário se atreve a escrever qualquer das palavras censuradas, receberá uma advertência que diz "Esta mensagem não deve conter palavras inapropriadas. Por favor, substitua-as". Ao que parece as advertências não aparecem quando os usuários personalizaram as planilhas de seus weblogs ou blogs.

Desde a ascensão do Partido Comunista Chinês (PCC) ao poder em 1945, toda a imprensa está controlada. Com a chegada de internet, surgiram preocupações pela possível influência do PCC nesse meio. No começo, as autoridades chinesas chamaram às nações vizinhas a regular um pouco mais a rede, mas chegou-se à conclusão que isto era impossível e contraditório, tendo em vista a maneira como a internet funciona. Então, quando ficou evidente que a comunidade internacional não executaria nenhum tipo de ação, em 2003 foram fechados vários cafés internet e presas dezenas de usuários.

Enquanto Adam Sohn, diretor de vendas e mercado da Microsoft declara que "neste momento não tenho acesso às lista (de palavras), assim não posso fazer comentários especificamente sobre o que há", a companhia reconheceu que a "Microsoft é uma empresa multinacional e como tal tem que gerir a realidade que é operar em países de todo mundo".

Por sua vez, a Repórteres sem fronteiras reagiu num comunicado dizendo que "a falta de ética dessas empresas é extremamente preocupante. Com freqüência, seus dirigentes justificam a colaboração com a censura chinesa explicando que não fazem mais que se ajustar à legislação local. Quer isso dizer que se Pequim pede a Microsoft que proporcione informação sobre os ciberdissidentes chineses que utilizam seus serviços aceitaria fazê-lo com o pretexto de que é legal? Estimamos que este argumento não se sustenta e que essas multinacionais têm que respeitar certos princípios universais".

Microsoft não é a primeira empresa estadounidense que capitulou "frente às autoridades chinesas e aceita autocensurar-se". O Yahoo! e o Google receberam severas críticas por tomar medidas similares, embora este último ainda não tenha censurado sua popular ferramenta de busca.

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