Menina de nove anos está grávida de gêmeos do padrasto de 23 anos já preso no interior de Pernambuco

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2 de março de 2009

Alagoinhas, Pernambuco, Brasil

Mais um caso de abuso sexual infantil, repercute no Brasil. A menina de apenas nove anos que está grávida de gêmeos do padrasto de 23 anos. O caso só foi descoberto na semana passada, na cidade de Alagoinhas, a 227 quilômetros do Recife, capital de Penambuco.

A criança foi abusada sexualmente pelo padrasto por três anos, quando na época tinha seis anos. O padrasto, Jaílson José da Silva, de 23 anos, está preso desde semana passada. Ele confessou que também abusava da enteada mais velha, de 14 anos, que tem deficiência física.

A mãe das menores, Esmeralda Aparecida Bezerra, 39 anos, ficou surpresa e revoltada, disse que morava com homem mais novo do que ela há três anos, quando teria começado os abusos

Jaílson José da Silva é desempregado, enquanto Esmeralda Aparecida Bezerra é aposentada e cuida das filhas.

Ele pode ser condenado a mais de 15 anos de prisão pelo crime de aliciamento de menores, pedofilia e estupro.

Descoberta

O caso só foi descoberto quando a mãe levou a menina, na quarta-feira, dia 25, à Casa de Saúde São José, no município vizinho de Pesqueira. A menina reclamava de dores abdominais, de dores de cabeça, enjôos e tonturas.

O plantonista que a atendeu, o clínico geral José Severiano Cavalcanti, percebeu o ventre da menina estava protuberante. O plantonista providenciou uma ultra-sonografia, que indicou uma gravidez gemelar de 14 semanas e que esperava ter gêmeos.

A criança contou ter menstruado pela 1ª vez há cerca de quatro meses. Depois não teve mais menstruação.

A transa entre padrasto e a menina, que resultou a gravidez, ocorreu entre final de novembro e dezembro do ano passado.

Depois que o médico ter dado essa notícia, a menina revelou que ficou grávida do padrastro Jaílson José da Silva e revelou relacionamento com ele desde que ela tinha seis anos, o que revoltou a mãe dela, levando o médico chamar polícia de imediato. O padrasto foi procurado na cidade, mas fugiu depois que justiça de Alagoinha pediu a prisão preventiva do acusado.

Quando o caso foi a torna na sexta-feira, segundo o plantonista, o clínico geral que atendeu a menina, José Severiano Cavalcanti, a gravidez é de alto risco pela idade da gestante e a gravidez gemelar.

Prisão

Na noite da quinta-feira, dia 26, Jaílson José da Silva, foi capturado pela polícia na cidade Pesqueira, vizinho de Alagoinhas. O delegado Antonio Dutra, responsável pelo caso, disse que a menina foi depor na delegacia, manteve a versão contada no hospital.

No depoimento, dia 27, ele confessou ter abusado sexualmente de sua enteada e ainda ter estuprado a enteada mais velha. Jaílson afirmou que a mãe delas tinha conhecimento dos fatos.

Jaílson confirmou ainda a declaração da criança gestante, que disse ter sofrido abuso sexual por três anos. O acusado tentou colocar a culpa nas meninas. "Elas ficavam me atiçando", disse ao delegado Antonio Dutra.

No depoimento ao delegado, a mãe das meninas, Esmeralda Aparecida Bezerra, disse que convivia fazia três anos com Silva e disse desconhecer os abusos sofridos contra as filhas.

A mãe poderá ser ouvida novamente pelo delegado, após Jaílson ter afirmado que ela tinha conhecimento dos fatos.

Internação

A menina foi internada na tarde da sexta-feira, dia 27, no setor de gestação de alto risco do Instituto Materno Infantil (IMIP), no Recife, depois de se submeter o exame sexológico no Instituto de Medicina Legal (IML). Há a possibilidade de a gestação ser interrompida, de acordo com a coordenadora do Centro de Atenção à Mulher do IMIP, Vilma Guimarães. Nestes casos, segundo ela, não há necessidade de autorização legal. É preciso unicamente a autorização da mãe Esmeralda Aparecida Bezerra.

Ao chegar ao IMIP, a garota foi encaminhada para a maternidade de alto risco, onde foram realizados diversos exames. A ultra-sonografia constatou que ela já está na quinta semana de gestação. A interrupção da gravidez foi autorizada pela família da criança e, segundo a lei brasileira, em caso de estupro a realização do aborto dispensa a autorização judicial.

No sábado, dia 28, o hospital anunciou que vai interromper a gravidez da menina.

No domingo, dia 1º de março, foram adiados os procedimentos para a realização do aborto na garota, que seria iniciado no sábado. Segundo nota do hospital, a criança encontra-se na enfermaria onde ficam mulheres que têm gestação de alto risco. Ela é acompanhada por uma equipe de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

A menina começou hoje a tomar medicamento abortivo para interromper a gravidez, atualmente na décima-quinta semana.

De acordo com a assessoria de imprensa do IMIP, a equipe médica que a atende não tem previsão do tempo necessário para a concretização do aborto, pois isso depende da reação de cada organismo. Como a criança tem apenas 1,33 metros e pesa 33 quilos, não receberá doses fortes do medicamento a ser utilizado. Ela correria risco de vida se levasse a gravidez adiante.

Nota

Diante da repercussão do caso pela imprensa brasileira, o hospital divulgou nota no dia 1º de março.


Sobre o caso da criança de nove anos vítima de estupro, o IMIP esclarece:
1) A criança encontra-se internada na enfermeira de gestação de alto risco acompanhada da sua genitora.
2) Uma equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) está dando toda a assistência necessária.
3) A família da criança solicitou a interrupção da gestação.
4) Como se trata de uma situação prevista em lei e diante do risco que corre a paciente, o IMIP acatou o pedido da família.
5) A direção do IMIP faz um apelo à mídia em geral no sentido de continuar a preservar a identidade e a privacidade da criança e da sua família.
A Direção

Nota do IMIP


Gestação de Alto Risco

Hoje, a direção do hospital revelou que a menina de 9 anos vítima de estupro, terá a gestação de alto risco interrompida a pedido da família.

Revolta dos Moradores

Moradores das cidades ficaram indignados o estupro e o suspeito quase foi linchado. Ele teve de ser encaminhado a Pesqueira (cidade vizinha) para prestar depoimento. "A população está revoltada com a situação, por isso, para a segurança do próprio preso, era melhor que ele fosse ouvido em Pesqueira", disse a promotora de Justiça, Jeanne Bezerra.

"Ontem [quinta-feira, dia 26], quando ele foi pego, mais de 300 pessoas tentaram linchá-lo quando ele chegou na delegacia. Tentaram até pagar a polícia para matá-lo", disse o conselheiro Cláudio Roberto, do Conselho Tutelar de Alagoinha.

O crime só veio à tona na sexta-feira após um exame médico, a que a garota foi submetida no município de Pesqueira. Ela foi atendida após relatar queixas de tonturas e enjoos. Durante o exame clínico foi constatado que ela estava grávida de gêmeos. A gravidez da garota já soma 16 semanas, segundo informações colhidas pelo Conselho Tutelar junto ao hospital onde a garota foi atendida. "A vítima disse que ele já vem mantendo relação com ela desde os seis anos", afirmou o conselheiro.

O caso provocou a revolta e tensão de 14 mil moradores do pequeno município encravado no agreste de Pernambuco. "Eu acho uma coisa absurda. A cidade está chocada. Isso é muito triste", disse a balconista de farmácia Terezinha Oliveira, 60.

"É o padrasto dela! Isso é um absurdo. O comentário das ruas só é esse. O povo tentou até pegar ele para linchá-lo mesmo, aí a polícia teve que tirar ele de perto do povo", disse a dona da casa Salete de Almeida, 44, que mora a poucos metros da casa onde a vítima mora. O caso é investigado pela Polícia Civil do município, mas é possível que ele fique detido no município vizinho por questões de segurança.

Grávida aos 9 Anos

Não há detalhes como uma menina de nove anos conseguiu engravidar do padrasto, já que a menstruação ocorre depois dos 11 até 13 anos de idade, dependendo da situação de cada menina.

Fontes