Manifestação do MST em Brasília termina sem conflitos

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Agência Brasil

14 de agosto de 2009

Brasil

Integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) usa máscara durante manifestação na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional.

A manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocorrida durante o dia de hoje (14) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terminou de forma pacífica. Contando com o apoio de entidades sindicais, como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e Intersindical, além da Via Campesina, a marcha reuniu cerca de 4 mil manifestantes e fez parte da Jornada Contra a Crise, que programou atos em todo o país.

Com um percurso que partiu do Estádio Mané Garrincha – onde os integrantes do MST ficarão acampados até o próximo dia 21 – e percorreu os dois sentidos da Esplanada dos Ministérios, passando pelo Congresso Nacional, os manifestantes cumpriram o trajeto que havia sido acordado com a Polícia Militar do Distrito Federal, que reforçou a segurança a fim de evitar ocupação de ministérios, como ocorreu no primeiro dia de manifestações.


Cquote1.png

Não registramos incidentes e tudo correu como o previsto.

Cquote2.svg
Coronel Silva Filho, responsável por coordenar os policiais militares durante a manifestação



Policiais fazem segurança reforçada em frente ao Ministério da Fazenda durante manifestação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e sindicalistas.

Assim, os manifestantes se limitaram a dar gritos de ordem em defesa da reforma agrária e contrários às medidas adotada pelo governo federal contra a crise econômica mundial.

Alguns sindicatos aproveitaram o evento para fazer reivindicações. “Estamos aqui em apoio aos colegas do MST, mas também para chamar a atenção para os riscos que o fim do monopólio postal pode causar para o país”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no DF, Moisés Leme.

Segundo ele, o fim desse monopólio pode resultar na perda de 116 mil postos de trabalho e no fechamento de 6 mil agências dos Correios. “Este evento representa a unificação dos trabalhadores da cidade com os trabalhadores rurais”, acrescentou.

A CUT aproveitou a marcha para defender a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. “Além disso viemos defender a redução da taxa Selic e o fim do superavit primário”, disse o secretário de Políticas Sociais da CUT-DF, Ismael José César.

Críticas à forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem conduzindo a reforma agrária no país vieram, inclusive, de integrantes do próprio partido do presidente. “Ele [Lula] falhou por não ter dado a agilidade esperada para implementar a reforma agrária”, avaliou o dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) no DF, Cícero Rola. “Mas é claro que este é um processo constante”, completa.

Para ele, não há contradição em o PT fazer esse tipo de crítica porque “faz parte dos princípios históricos do partido defender a reforma agrária”, afirma. “E a luta social é a que aponta a perspectiva para que essa reforma aconteça”, completa.

O MST aguarda a posição do governo sobre a pauta que foi apresentada pelo movimento durante reunião com uma equipe interministerial realizada na última quarta-feira (12).


Fontes

Domínio Público Esta notícia é uma transcrição parcial ou total da Agência Brasil.
Este texto tem licença Creative Commons Atribuição 3.0. Brasil
.
Veja toda a licença e os termos de uso (copyright) na página da agência



Compartilhe em Menéame Facebook Twitter Digg.com Fresqui Newsvine Share on delicious MySpace Reddit Identi.ca