Denúncias de corrupção política ameaçam o Brasil

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26 de maio de 2005

Brasil

Denúncias de corrupção política ameaçam os poderes públicos brasileiros. O caso mais recente no momento está a envolver um deputado do partido político PTB que apóia o governo do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado supostamente participou de um esquema de corrupção nos serviços dos correios.

Representantes do governo Lula disseram que irão investigar todas as denúncias de corrupção. Eles também afirmam que o governo Lula é vítima de inimigos políticos.

Deputados se mobilizaram para criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as denúncias de corrupção nos correios. O governo brasileiro tentou evitar que ocorresse a instauração da CPI.

Escândalo dos Correios

O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) é acusado de comandar um esquema de corrupção que envolve os Correios.

O caso começou após a divulgação pela revista Veja de uma gravação de 1 hora e 50 minutos aproximadamente que mostra o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, numa suposta negociação de propina com um empresário. A gravação mostra Marinho a receber e enfiar no bolso R$ 3 mil em dinheiro, que seria um adiantamento da propina. Na gravação Marinho insinua que o esquema de propinas é comandado pelo deputado Roberto Jefferson. A gravação foi exibida pelos principais telejornais brasileiros.

A Polícia Federal indiciou Marinho pelo crime de corrupção. Marinho está a tentar desvincular Roberto Jefferson do suposto esquema de corrupção. Marinho disse que o que afirmou na gravação foram bravatas e que portanto não podem ser levadas a sério.

maioria a favor da CPI

A maioria dos deputados e senadores assinaram o requerimento pela criação da CPI para investigar as denúncias de corrupção dos correios. O último dia para mudar de opinião foi quarta-feira 25 de março.

Entre os que votaram a favor da CPI está o senador Eduardo Suplicy, um dos políticos mais conhecidos do Partido dos Trabalhadores (PT).

O governo do Presidente Lula tentou abortar a criação da CPI através da liberação de verbas para os deputados. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, num único dia foram liberados R$ 12 milhões para emendas dos deputados. O valor representa 26% de todas as despesas autorizadas no ano até agora.

Políticos contra a CPI

Os seguintes deputados assinaram a favor da CPI, mas depois voltaram atrás e retiraram suas assinaturas:

André Costa (PT-RJ), Carlos Santana (PT-RJ), Jorge Boeira (PT-SC), Luci Choinacki (PT-SC), Wasny de Roure (PT-DF), Zé Geraldo (PT-PA), Vicentinho (PT-SP), Antonio Joaquim (PTB-MA),Elaine Costa (PTB-RJ), Joaquim Francisco (PTB-PE), José Múcio Monteiro (PTB-PE), Jovair Arantes (PTB-GO), Kelly Moraes (PTB-RS), Luiz Antônio Fleury (PTB-SP), Marcondes Gadelha (PTB-PB), Neuton Lima (PTB-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ), Silas Câmara (PTB-AM), Enio Tatico (PL-GO), Hamilton Casara (PL-RO), Inaldo Leitão (PL-PB), Ricardo Rique (PL-PB), Welinton Fagundes (PL-MT), Wellington Roberto (PL-PB), André Zacharow (PSB-PR), Barbosa Neto (PSB-GO), Gonzaga Patriota (PSB-PE), Janete Capiberibe (PSB-AP), Luciano Leitoa (PSB-MA), Sandra Rosado (PSB-RN), Davi Alcolumbre (PFL-AP), Ariosto Holanda (PSDB-CE).

Escolheram não assinar os seguintes deputados:

Adão Pretto (PT-RS), Ana Guerra (PT-MG), Angela Guadagnin (PT-SP), Anselmo (PT-RO), Antônio Carlos Biffi (PT-MS), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Assis Miguel Do Couto (PT-PR), Carlito Merss (PT-SC), Carlos Abicalil (PT-MT), César Medeiros (PT-MG), Colombo (PT-PR), Devanir Ribeiro (PT-SP), Durval Orlato (PT-SP), Eduardo Valverde (PT-RO), Fátima Bezerra (PT-RN), Fernando Ferro (PT-PE), Guilherme Menezes (PT-BA), Hélio Esteves (PT-AP), Henrique Afonso (PT-AC), Henrique Fontana (PT-RS), Iara Bernardi (PT-SP), Iriny Lopes (PT-ES), Ivo José (PT-MG), João Grandão (PT-MS), João Magno (PT-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), Jorge Bittar (PT-RJ), José Eduardo Cardozo (PT-SP), José Mentor (PT-SP), José Pimentel (PT-CE), Josias Gomes (PT-BA), Leonardo Monteiro (PT-MG), Luciano Zica (PT-SP), Luiz Alberto (PT-BA), Luiz Bassuma (PT-BA), Luiz Couto (PT-PB), Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), Luiz Sérgio (PT-RJ), Marco Maia (PT-RS), Maria do Carmo Lara (PT-MG), Maria do Rosário (PT-RS), Mariângela Duarte (PT-SP), Maurício Rands (PT-PE), Miro Teixeira (PT-RJ), Nelson Pellegrino (PT-BA), Neyde Aparecida (PT-GO), Nilson Mourão (PT-AC), Odair Cunha (PT-MG), Orlando Desconsi (PT-RS), Paulo Delgado (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Professor Luizinho (PT-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Roberto Gouveia (PT-SP), Rubens Otoni (PT-GO), Rubinelli (PT-SP), Selma Schons (PT-PR), Sigmaringa Seixas (PT-DF), Simplício Mário (PT-PI), Tarcísio Zimmermann (PT-RS), Telma de Souza (PT-SP), Terezinha Fernandes (PT-MA), Vadinho Baião (PT-MG), Vander Loubet (PT-MS), Vignatti (PT-SC), Vitorassi (PT-PR), Zarattini (PT-SP), Zé Geraldo (PT-PA), Zezéu Ribeiro (PT-BA), Zico Bronzeado (PT-AC)

Adelor Vieira (PMDB-SC), Alceste Almeida (PMDB-RR), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Ann Pontes (PMDB-PA), Asdrubal Bentes (PMDB-PA), Benjamin Maranhão (PMDB-PB), Edinho Bez (PMDB-SC), Fernando Diniz (PMDB-MG), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Hermes Parcianello (PMDB-PR), Jader Barbalho (PMDB-PA), José Borba (PMDB-PR), José Priante (PMDB-PA), Lúcia Braga (PMDB-PB), Marcelino Fraga (PMDB-ES), Marcelo Barbieri (PMDB-SP), Marcelo Castro (PMDB-PI), Marcelo Teixeira (PMDB-CE), Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), Marinha Raupp (PMDB-RO), Mauro Benevides (PMDB-CE), Mauro Lopes (PMDB-MG), Max Rosenmann (PMDB-PR), Michel Temer (PMDB-SP), Moacir Micheletto (PMDB-PR), Moraes Souza (PMDB-PI), Moreira Franco (PMDB-RJ), Natan Donadon (PMDB-RO), Nelson Trad (PMDB-MS), Odílio Balbinotti (PMDB-PR), Olavo Calheiros (PMDB-AL), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Osvaldo Biolchi (PMDB-RS), Pedro Novais (PMDB-MA), Saraiva Felipe (PMDB-MG), Takayama (PMDB-PR), Teté Bezerra (PMDB-MT), Thaís Barbosa (PMDB-MT), Vieira Reis (PMDB-RJ), Wilson Cignachi (PMDB-RS), Wilson Santiago (PMDB-PB), Zé Gerardo (PMDB-CE)

  • PL

Ademir Camilo (PL-MG), Almeida de Jesus (PL-CE), Almir Sá (PL-RR), Amauri Gasques (PL-SP), Aracely De Paula (PL-MG), Badu Picanço (PL-AP), Carlos Mota (PL-MG), Carlos Nader (PL-RJ), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Chico da Princesa (PL-PR), Coronel Alves (PL-AP), Edinho Montemor (PL-SP), Edmar Moreira (PL-MG), Giacobo (PL-PR), Gorete Pereira (PL-CE), Heleno Silva (PL-SE), Humberto Michiles (PL-AM), Jaime Martins (PL-MG), João Caldas (PL-AL), João Leão (PL-BA), Jorge Pinheiro (PL-DF), José Santana de Vasconcellos (PL-MG), Júnior Betão (PL-AC), Luciano Castro (PL-RR), Marcos de Jesus (PL-PE), Mário Assad Júnior (PL-MG), Miguel de Souza (PL-RO), Milton Monti (PL-SP), Paulo Gouvêa (PL-RS), Paulo Marinho (PL-MA), Pedro Irujo (PL-BA), Raimundo Santos (PL-PA), Reinaldo Betão (PL-RJ), Remi Trinta (PL-MA), Sandro Mabel (PL-GO), Tatico (PL-DF), Valdemar Costa Neto (PL-SP), Wanderval Santos (PL-SP)

  • PP

Agnaldo Muniz (PP-RO), Benedito De Lira (PP-AL), Carlos Souza (PP-AM), Celso Russomanno (PP-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Cleonâncio Fonseca (PP-SE), Darci Coelho (PP-TO), Delfim Netto (PP-SP), Dilceu Sperafico (PP-PR), Dr. Benedito Dias (PP-AP), Enivaldo Ribeiro (PP-PB), Francisco Appio (PP-RS), Francisco Dornelles (PP-RJ), Ildeu Araujo (PP-SP), João Pizzolatti (PP-SC), João Tota (PP-AC), José Janene (PP-PR), José Linhares (PP-CE), Julio Lopes (PP-RJ), Leodegar Tiscoski (PP-SC), Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Mário Negromonte (PP-BA), Nélio Dias (PP-RN), Nelson Meurer (PP-PR), Pedro Canedo (PP-GO), Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), Professor Irapuan Teixeira (PP-SP), Reginaldo Germano (PP-BA), Ricardo Fiuza (PP-PE), Romel Anizio (PP-MG), Ronivon Santiago (PP-AC), Sandes Júnior (PP-GO), Severino Cavalcanti (PP-PE), Simão Sessim (PP-RJ)

Airton Roveda (PTB-PR), Alex Canziani (PTB-PR), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Arnon Bezerra (PTB-CE), Ary Kara (PTB-SP), Carlos Dunga (PTB-PB), Cleuber Carneiro (PTB-MG), Dr. Francisco Gonçalves (PTB-MG), Edna Macedo (PTB-SP), Eduardo Seabra (PTB-AP), Homero Barreto (PTB-TO), Iberê Ferreira (PTB-RN), Iris Simões (PTB-PR), João Lyra (PTB-AL), Jonival Lucas Junior (PTB-BA), José Chaves (PTB-PE), José Militão (PTB-MG), Josué Bengtson (PTB-PA), Marcus Vicente (PTB-ES), Milton Cardias (PTB-RS), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Osmânio Pereira (PTB-MG), Paes Landim (PTB-PI), Pastor Frankembergen (PTB-RR), Pastor Reinaldo (PTB-RS), Pedro Fernandes (PTB-MA), Philemon Rodrigues (PTB-PB), Ricardo Izar (PTB-SP), Ricarte de Freitas (PTB-MT), Romeu Queiroz (PTB-MG), Salvador Zimbaldi (PTB-SP), Sandro Matos (PTB-RJ), Vicente Cascione (PTB-SP)

Alexandre Cardoso (PSB-RJ), Beto Albuquerque (PSB-RS), Dr. Ribamar Alves (PSB-MA), Givaldo Carimbão (PSB-AL), Isaías Silvestre (PSB-MG), Jorge Gomes (PSB-PE), Miguel Arraes (PSB-PE), Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE), Paulo Baltazar (PSB-RJ), Renato Casagrande (PSB-ES)

César Bandeira (PFL-MA), Clóvis Fecury (PFL-MA), Lael Varella (PFL-MG), Robson Tuma (PFL-SP)

  • PDT

João Herrmann Neto (PDT-SP), Luiz Piauhylino (PDT-PE), Mário Heringer (PDT-MG)

Jamil Murad (PCdoB-SP), Renildo Calheiros (PCdoB-PE), Sérgio Miranda (PCdoB-MG)

  • PSL

João Mendes de Jesus (PSL-RJ)

Manoel Salviano (PSDB-CE)

Sarney Filho (PV-MA)

  • PSC

Zequinha Marinho (PSC-PA)

  • Sem partido

Renato Cozzolino (RJ)

O seguintes senadores foram contra a CPI:

  • PT

Aloizio Mercadante (PT-SP), Ana Júlia Carepa (PT-PA), Cristovam Buarque (PT-DF), Delcidio Amaral (PT-MS), Fátima Cleide (PT-RO), Flávio Arns (PT-PR), Ideli Salvatti (PT-SC), Paulo Paim (PT-RS), Roberto Saturnino (PT-RJ), Serys Slhessarenko (PT-MT), Sibá Machado (PT-AC), Tião Viana (PT-AC)

  • PMDB

Alberto Silva (PMDB-PI), Amir Lando (PMDB-RO), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Gerson Camata (PMDB-ES), Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), José Maranhão (PMDB-PB), José Sarney (PMDB-AP), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Luiz Otavio (PMDB-PA), Maguito Vilela (PMDB-GO), Ney Suassuna (PMDB-PB), Papaléo Paes (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (PMDB-RO)

  • PPS

Patrícia Saboya Gomes (PPS-CE)

  • PFL

Roseana Sarney (PFL-MA)

A relação de políticos que ficaram contra a CPI foi fornecida pelo blog do jornalista Ricardo Noblat sendo ele responsável pela precisão da informação.

Nota:Todos os nomes dos deputados que votaram contra a CPI e que são do PP e do PL citados aqui também estão presentes na lista anunciada pelo jornal Folha de São Paulo, na matéria CPI é agora fato consumado, dizem aliados, do dia 7 de junho de 2005. Na lista apresentada pelo jornal Folha de São Paulo aparecem os nomes de Ricardo Rinque (PL) e Wellington Fagundes (PL) que não aparecem na lista de Ricardo Noblat.

Outros casos

Escândalo dos bingos

O ex-assessor do governo do Presidente Lula é acusado de negociar com bicheiros, tráfico de influência, cobrar propinas e extorquir dinheiro para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT). O caso veio à tona em 2004 depois que um empresário revelou uma fita em que era supostamente extorquido por Diniz. A revista brasileira Época publicou uma matéria de capa sobre o caso em fevereiro de 2004.

Waldomiro foi assessor do Ministério da Casa Civil, comandado pelo Ministro José Dirceu, e presidente da Loterj (que administra as loterias do estado do Rio de janeiro) de fevereiro de 2001 a dezembro de 2002.

Entre as acusações contra Waldomiro Diniz estão: fraude na Lei de Licitações, formação de quadrilha, improbidade administrativa, prevaricação, condescendência criminosa e corrupção passiva e sonegação fiscal.

Uma fita de áudio gravada, exibida pela televisão e autenticada por peritos, mostra Waldomiro Diniz pedir propina para o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, em troca de favorecimento nas loterias do Rio de janeiro. A gravação foi feita pelo próprio empresário extorquido Carlinhos Cachoeira.

Mistério na morte do prefeito

O oftalmologista João Francisco Daniel, irmão do prefeito assassinado Celso Daniel (PT) do município de Santo André, região metropolitana de São Paulo, disse que o crime teve motivação política. Segundo ele, assessores do prefeito cobravam propinas de empresários para ajudar o Partido dos Trabalhadores. O suposto motivo do assassinato do prefeito Celso Daniel em 2002 seria o fato de ele em determinado momento ter dado indícios de que revelaria o caso de corrupção.

Pelo menos seis testemunhas do caso morreram em situações suspeitas.

Ministro Romero Jucá

O Ministro da Previdência Romero Jucá é acusado de ter supostamente oferecido sete fazendas inexistentes como garantia para um financiamento do Banco da Amazônia entre outras denúncias de desvios de dinheiro público.

O ministro atribui as acusações a adversários políticos.

Ver também

Fontes

Atualizado dia 9 de junho de 2005 para acrescentar como fonte adicional o jornal Folha de São Paulo para a lista de deputados.