Balanço dos ataques do PCC impressiona
20 de maio de 2006
A organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) iniciou na sexta-feira passada (12) uma onda de ataques no Estado de São Paulo.
O Estado de São Paulo é o mais rico e desenvolvido do Brasil. Ele também é maior do que o Reino Unido, com uma população de quase 40 milhões contra 60 milhões desse último.
O número de mortos nos ataques ocorridos no Brasil, superaram em números as baixas em conflitos no Iraque e no Afeganistão.
Houve ataques contra ônibus, casa de policiais, bancos, metrô, num total de 293 ocorrências em todo o estado. Morreram 152 pessoas, das quais: 107 criminosos, 41 policiais ou agentes de segurança e 4 civis. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública segundo o último boletim divulgado quinta-feira (18). É provável que esse balanço sofra alterações.
Os ataques do PCC impressionaram não só pelos números, mas pela organização.
Os ataques foram cuidadosamente dirigidos contra alvos públicos e autoridades. Postos de polícia foram atacados com bombas e policiais foram pegos de surpresa na rua e executados covardemente. Agências bancárias e ônibus foram outros alvos preferenciais dos criminosos.
O PCC teve o cuidado de evitar baixas entre a população civil. Desde o início dos ataques morreram apenas 4 cidadãos comuns, alguns mortos porque provavelmente foram confundidos com policiais.
O terror se espalhou por praticamente todo o Estado de São Paulo. Na segunda-feira, os bandidos conseguiram provocar o fechamento do comércio, de escolas, universidades, shoppings centers e até de prédios públicos, como: fóruns e prefeituras.
A situação voltou praticamente ao normal nas cidades do Estado na terça-feira (16), depois que os chefes do PCC ordenaram o fim da revolta, em meio a suspeitas não confirmadas de que o governo do estado acatou algumas das reivindicações dos bandidos.
As rebeliões nos presídios foram controladas e a maior parte dos ataques terminou. Na capital e em algumas cidades bandidos continuaram a atacar ônibus e postos policiais depois de terça, mas num ritmo cada vez mais reduzido.
[editar] Balanço dos ataques do PCC no Estado de São Paulo
Números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado no dia 18 de maio de 2006 [1].
Dados parciais e não definitivos.
Total de ataques: 293
- Ônibus: 82
- Casas de policiais: 56
- Bancos e caixas eletrônicos: 17
- Garagem de ônibus: 01
- Estação de Metrô: 01
- Correios: 01
- Outros: 135
Criminosos: 231
- Presos: 124
- Mortos em confrontos: 107
Armas apreendidas pelas polícias Civil, Militar e Guarda Municipal: 146
Mortos: 45
- Policiais Militares: 23
- Policiais Civis: 07
- Guardas Municipais: 03
- Agentes de Segurança Penitenciária (ASP): 08
- Cidadãos: 04
Feridos: 54
- Policiais Militares: 22
- Policiais Civis: 06
- Guardas Municipais: 08
- Agentes de Segurança Penitenciária (ASP): 02
- Cidadãos: 16