Arcebispo de Recife e Olinda diz que os médicos que realizaram o aborto da menina grávida aos nove anos estão excomungados
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4 de março de 2009
Recife, PE, Brasil — A Igreja Católica lamentou no início desta tarde o aborto a que foi submetido a menina de 9 anos estuprada pelo padrasto em Alagoinha, em Pernambuco. A criança estava na 15ª semana de gestação de gêmeos. O arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho que, nesses casos, 'a lei humana contraria a lei de Deus'. No Brasil, o aborto é proibido, com exceção de dois casos: quando há estupro ou risco de a mãe morrer e que as pessoas que participaram do aborto e o apoiaram estão excomungadas da Igreja Católica, pois, na opinião dele, os fins não justificam os meios.
Segundo Dom José Cardoso Sobrinho, o objetivo era salvar tanto a vida da mãe quanto a dos fetos. A mãe da criança, segundo o religioso, esteve todo o tempo irredutível, com a intenção de fazer o aborto.
A advogada da arquidiocese, Rilane Dueire, diz que ainda não sabe que tipo de medidas judiciais poderão ser aplicadas no caso. Segundo ela, a intenção inicial era entrar com uma denúncia no Ministério Público de Pernambuco pedindo a preservação das três vidas:
| O que mais nos espanta é que a Universidade de Pernambuco, que mantém a maternidade, é parceira aqui da arquidiocese em vários programas sociais. | Rilane Dueire
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